A vida ensina-nos muitas coisas… Mas são muitas vezes os erros que nos mostram o caminho certo a seguir. Porque será que numa luta entre o coração e a razão ganha por norma o coração? Porque continuamos a “agredir-nos” quando no fundo sabemos o que devemos fazer? Depois de diversas conversas com as minhas amigas (cujo tema normalmente era o coração) elas incentivaram-me a começar a escrever… Para ninguém em especial aqui ficam os meus devaneios…
sexta-feira, 22 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Destino…
Por vezes penso que sou meio cínica no que escrevo ou no
que penso e por duas ou três vezes já me acusaram disso… Mas na realidade acabo
por ser tão ou mais romântica que muitas de vocês…
Acabo de ver “Letters to Juliet”, um filme de 2010, que revejo
muitas vezes… Para quem não viu não vou estragar… mas para quem é romântico, é
um filme a não perder. Basicamente segue a vida de duas mulheres que por circunstâncias
da vida, ou destino, acabam por se conhecer e com elas trazer duas histórias de
amor diferentes, mas que nos derretem o coração.
Claro que no final as lágrimas caiam pelo meu rosto sem
parar… E porquê? Bom porque também desejo que o meu destino tenha algo
programado para mim… que o meu caminho não seja em vão e que no virar da
esquina algo maravilhoso me espere.
Mas na realidade não nos podemos apoiar só no destino… e
ficar paradas à espera que tudo nos caia ao colo. Já li em alguns emails que
algumas de vocês aguarda a chegada do “destino”. Cabe a cada uma de nós viver
cada dia como se fosse o último e aproveitar cada momento da vida.
Não é em casa que as coisas acontecem! É na rua, a
conviver com os amigos, a conhecer pessoas novas, locais diferentes e
principalmente a viver.
O medo prende-nos muitas vezes ao conhecido. Mas é ao
arriscar que aprendemos as grandes lições da vida. Que nos conhecemos a nós
mesmas e aos nossos limites.
E afinal, o que é pior? Arriscar e levar uma desilusão ou
passarmos a vida a perguntarmo-nos “e se?”? Para as desilusões temos os nossos
amigos, que nos ajudam a levantar e erguer a cabeça. Mas nada cura um “se” na vida.
Sejam corajosas! Não fiquem presas ao que conhecem e ao
seguro porque muito provavelmente não vos trará felicidade e sim apenas a
rotina.
Saiam! Divirtam-se! Conheçam-se! Não deixem a vida passar
por vocês mas sejam as “atrizes principais” no filme da vossa vida!
O “Destino”? Esse chegará quando tiver de chegar… e
muitas vezes é quando estamos distraídas que nos deparamos com ele…
PS – Eu peço desculpa a ausência
mas por motivos profissionais tive de me afastar. Espero regressar de novo e
mais constantemente. Assim que conseguir responderei aos emails que recebi.
Obrigada pelo apoio.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
A Dor da Rejeição
Tenho andado a pensar na forma
como deveria abordar este tema, uma vez que nunca quis que este blog ficasse
“lamechas” ou “melancólico”. No entanto, tenho recebido alguns emails e acho
que é um tema que eventualmente teria de abordar. Por que não agora?
Antes de mais, muito obrigado
por partilharem as vossas histórias comigo e por permitirem que elas sirvam de
inspiração para as minhas "divagações". O vosso apoio tem sido espetacular e, ao
começar esta aventura, nunca pensei que alguém ligasse ao que eu ia escrever.
Obrigada também às minhas amigas que são a minha constante inspiração e as
quais me permitem “ajudar” com os meus conselhos meio tontos. Vocês são o
melhor do mundo!
Depois de ler algumas das vossas
histórias, e de olhar para a minha, eu percebi que quando as relações terminam,
ou quando gostamos de alguém e por algum motivo não dá certo, a nossa tristeza
não se deve ao facto de perdermos alguém de quem gostamos. Claro que isso nos
entristece! Mas o que cria aquele buraco no coração é o nosso amor-próprio a
ser ferido… é o sentimento de rejeição. E como lidar com este sentimento? Como
ultrapassar esta negatividade que faz de nós pessoas cinzentas e sem vida?
Antes de responder a estas
questões vou contar-vos algo sobre mim. Nunca quis colocar as minhas
experiências aqui e sempre tentei falar de tudo no geral. O blog era mais um
desabafo sobre situações que acontecem a todos e a minha opinião sobre essas
situações. Mas sinto que depois de algumas partilhas vossas, e a pedido de
algumas, é justo que coloque algo de mim aqui.
Há mais de um ano um rapaz
chamou a minha atenção. Via-o todos os dias, mais ou menos à mesma hora.
Escusado é dizer que ele nunca reparou em mim e eu preferia assim. Na verdade,
o meu namoro de anos tinha chegado a uma fase que já previa o seu fim e o facto
de alguém me chamar a atenção era indicativo de que talvez o amor se tivesse
esgotado e só tivesse ficado a amizade. Eu sou o tipo de pessoas que acredita
que tudo acontece por algum motivo e assim que as coisas acontecem eu tento
perceber o que aprendi e qual o “saldo” que ficou. Claro que isto não ajudou
quando o meu namoro terminou. Como qualquer pessoa eu fiquei de rastos. Afinal
tinham sido anos ao lado de uma pessoa que para além de namorado era o meu
melhor amigo. Ainda hoje não lhe consigo apontar uma falha que seja e conseguimos
manter a amizade. Por mais incrível que pareça consegui em dois meses recuperar
minimamente para voltar a sair e divertir-me… Claro que por vezes lá vinha a
saudade, mas não andei a chorar pelos cantos.
Mas voltando à história que vos
queria contar. Não vos sei dizer se fui eu, que por algum motivo deixei de
reparar nele, ou se ele desapareceu mesmo, mas durante mais ou menos seis meses
deixei de ver o tal rapaz. Chegando o verão, deixei de ir ao local onde o
costumava ver e por mais incrível que pareça foi nessa altura que o voltei a reencontrar.
Lisboa é uma cidade grande e nunca tinha acontecido encontrá-lo noutros locais
que não fosse aquele e àquela hora. Nesse verão encontrei-o quatro vezes em
locais diferentes e cheios de pessoas, sendo que a última foi num bar ao qual costumo ir há algum
tempo e que no meu aniversário, nos últimos anos, tem sido ponto de paragem.
Escusado é dizer que se já lhe achava piada, estes “encontros” fizeram com que
achasse mais. Ele continuou sem reparar em mim até que, no final do verão,
quando voltei a “frequentar” o local onde o costumava ver todos os dias, o
voltei a encontrar. Ele já não aparecia onde o via antes e para dizer a verdade
eu comecei a demonstrar que o reconhecia porque comecei a cruzar-me com ele em
locais onde nunca o tinha visto… Claro que ele não deve ser parvo e começou a
perceber que eu mostrava algum interesse e quando me voltou a ver no bar
reconheceu-me. Não vos vou maçar com mais pormenores porque para o post de hoje
tal não interessa. Muito resumidamente, hoje, passados quatro meses desde a
última vez que o vi, tive a certeza que ele não me quer conhecer.
Eu não fiquei à espera de o
conhecer… É importante que não se fixem na ideia de uma possibilidade (que pode
nunca vir a acontecer) e fechem a porta a pessoas que podem vir a ser o que
procuram. Pelo menos é esta a minha opinião. Durante este tempo tive encontros,
continuei a sair com os meus amigos e, embora por vezes pensasse nele,
interessei-me por outra pessoa (alguém “real” que conheci).
Acho que vos conto isto para
perceberem que parte de nós a forma como lidamos com a rejeição. Podia estar a
chorar pelos cantos, mas não estou. Não estou triste também… e mesmo o
sentimento de rejeição, que achei que ia sentir quando tivesse a certeza de que
ele não me queria conhecer, não foi forte o suficiente.
De qualquer forma deixo-vos as
fases que identifico nestas situações e que podem ajudar-vos.
1 – O que chamo “Tempo de luto”.
Basicamente é o tempo que nos
permitimos sentir tristes. É normal ficarmos tristes com uma rejeição
independentemente de que tipo for (relacionamento, pessoal ou profissional) e é
saudável sentirmo-nos tristes com isso. Eu penso que muitas vezes é na dor que
nos encontramos a nós mesmos. Mas ao contrário do que muitos dizem eu não acho
nada saudável ficarmos em casa a remoer tudo. O importante é saber que fizemos
tudo o que podíamos. Nada de “e se…”!!!
2 – Chamar os Amigos!
Nestas alturas o melhor é
falamos com amigos de confiança… daqueles que nos dizem a verdade doa o que
doer… Eles podem ajudar a perceber o porquê das coisas não terem dado certo e
evitam que se entre em depressão. Não vale a pena mandar indiretas nas redes
sociais… Para além de cobarde isso mostra a infantilidade da pessoa. E acima de
tudo… não vale a pena puxar sempre o assunto. O importante para sair desta fase, é aproveitar para se estar com os amigos, divertir e tirar a cabeça do assunto
e não estar sempre a relembrar o mesmo. Ninguém gosta de pessoas que têm pena
deles próprios. Aproveite para se divertir!
Por norma nesta fase começamos
a ver que a outra pessoa não era perfeita e tinha um monte de defeitos… Os
amigos também servem para ouvir os desabafos que temos e ajudam-nos a chegar a
conclusões importantes.
3 – Começar a esquecer!
É importante também não estar
sempre a pensar nisso… se já existem sinais de que o mais provável é que exista
uma rejeição o melhor é aceitá-la logo e ir-se mentalizando. Quando ela
acontece já está mais preparada e dói menos. Acresce que é importante pensar-se
que só porque não deu certo daquela vez que nunca vai dar… Todos nós já lidamos
com rejeições e já rejeitamos alguém… Também não temos de levar para o lado
pessoal… simplesmente a outra pessoa não sente o mesmo que nós… é normal e tem
todo o direito disso…
Eu costumo dar-me um prazo para
estas fases. Digo “só vou chorar esta semana”, ou “daqui a dois meses volto a
sair com os amigos”, ou “no mês x começo a aceitar convites para sair”. Isto
ajuda porque dá-nos mentalmente um prazo para sofrer mas chegando o final do
prazo acabou! É hora de deixar ir e perceber o que se pode aprender com isso. Quando
estamos tristes emitimos um género de sinal e as outras pessoas afastam-se…
ninguém gosta de pessoas que andam sempre tristes e com pena delas mesmas…
quarta-feira, 15 de abril de 2015
S. O. (M) S.???
Hoje tive mais uma conversa interessante sobre o tema relacionamentos… Ou melhor, depois dele terminar.
Quando decidimos manter a “amizade” o que quer isto realmente dizer?
Como já tive a oportunidade de referir antes, não é necessário manter-se um contacto constante para se manter a amizade… No entanto, quando a amizade diz respeito a alguém que já foi muito mais que isso como manter o laço? E será que se pode considerar “amizade” o que fica?
Eu já fui chamada de fria pela forma como vejo as coisas. Sou o tipo de pessoa que não se mantém ligada a ninguém por muito tempo. Quando a relação termina faço o “luto” como toda a gente, arrumo todas as recordações numa caixa, em vez de ligar ou mandar sms para ele chateio alguma amiga, choro o que tenho de chorar e começo a pensar em tudo o que era mau na relação. Mas dou-me o prazo de dois meses para começar a esquecer. Não é fácil, é verdade, mas parte de nós conseguir desligar-nos. Claro que também depende do tempo e tipo de relação que tínhamos. Mas passados dois meses não deito uma lágrima por quem quer que seja… E mesmo este tempo considero já muito alargado. Durante este tempo de luto é difícil qualquer tipo de contacto com a outra pessoa… Afinal estamos a tentar transformar a relação em algo diferente e é doloroso pensar que acabou.
Mas depois deste luto inicial, quando voltamos a ser nós mesmas e tentamos encontrar alguém novo como manter a “amizade” com a pessoa que ficou para trás?
Esta questão surge devido às sms ou comentários em redes sociais que recebemos…
A primeira questão que se levanta quando recebemos uma sms, do nada, e depois de semanas ou meses sem qualquer contacto, a perguntar sobre algo da nossa vida é “Mas porque é que te lembraste agora de mim” ou “O que queres exatamente saber?”. Se formos sinceras, embora já nem queiramos saber daquela pessoa, ficamos com vontade de que se tenha arrependido. É um género de vitória pessoal…
Mas depois vem a questão fundamental que é “Devo responder? E se sim, o que respondo?”.
A verdade é que por mais ridículo que seja, assusta-nos pensar em manter contacto com aquela pessoa. E pior ainda, uma vez que “andamos para a frente” o que responder sem sermos indelicadas ou sem parecermos interessadas?
Para ser sincera, acho que por mais seca que a nossa resposta seja, a verdade é que para nós vai parecer sempre que estamos a declarar o nosso eterno amor… Tal como a mensagem dele parece que está a dizer que está arrependido e que nós somos o amor da vida deles… Infelizmente ou felizmente (depende das situações) por vezes é este o caso. Eu por mim considero que quando acaba é de vez… mas porque me conheço e sei que não consigo esquecer e voltar a ser o que era e para além da fidelidade o que acho mais importante numa relação é a confiança. Sem fidelidade e confiança não existe relação… Mas claro que já tive amigas que deram uma segunda oportunidade e são felizes. E nestes casos fico feliz por elas claro…
Mas o que acho importante frisar é que estas situações são muito poucas. Na maioria das vezes eles mandam sms só porque sim… e tudo o resto está na nossa cabeça.
Ontem um ex de uma amiga mandou-lhe uma mensagem a perguntar como ela estava e a questionar sobre a mudança de casa dela. A minha amiga demorou a “desvincular-se” dele mas finalmente está a conseguir superar a tristeza. Sabe que ele já tem outra pessoa e percebeu que ele não estava interessado em retomar o que tinham… Mas como responder sem que ele pensasse que ela ainda o queria e ao mesmo tempo não ser indelicada?
Depois de debatermos o tema, acabou por ser seca na resposta e despedir-se com os normais “bjs” (nada de beijinhos ou beijos). Mas ele voltou a responder com mais questões e percebia-se que pretendia continuar a conversa. Ela optou por demorar a responder mas para não ser indelicada acabou por enviar nova resposta seca e desta vez sem se despedir (ele tem por hábito mandar beijinhos no final de todas as sms – PS. Beijinhos enviam-se na última mensagem em modo de despedida e não em todas as mensagens). Ele deve ter percebido que ela não pretendia continuar a conversar pois enviou uma resposta a desejar-lhe as maiores felicidades do mundo…
Isto é importante… Se nós percebemos que eles só enviam sms porque sim, então eles também têm de perceber quando não nos interessa manter a conversa.
Até ao momento tive sorte de que todos os meus términos foram civilizados e consegui manter a amizade com a maioria dos meus ex… Mas algo que tenho reparado é que quando se chateiam com a nova namorada, ou quando estão de novo sozinhos, sou invadida por “likes” nos meus posts e fotos nas redes sociais, ou por sms, ou emails e até chamadas…
Outra ocasião em que ouço falar deles é quando começam a ver fotos com algum rapaz mais constantemente ou quando tenho alguma mudança relevante na minha vida.
Ou seja, a amizade para eles é para ser mantida quando estão sozinhos ou quando a minha vida está boa de mais sem eles…
E isto irrita-me mesmo… Não fui feita para aumentar o ego de ninguém! Não fui feita para que se lembrem de mim só quando não têm ninguém com quem falar. Da mesma forma que eu mantenho a minha amizade com eles quando tenho namorado, espero que não me excluam e voltem só quando a nova relação não deu certo… A isto acresce que também espero que não se lembrem de mim apenas quando a minha vida parece estar perfeita sem eles…
E aqui está o problema quando lhes respondemos. Não queremos que pensem que estamos dispostas a deixar tudo para voltar para os seus braços ou que uma simples mensagem nos faz ter saudades deles. Mas também não queremos ser mal-educadas e não responder porque a dado momento da nossa vida, aquela pessoa foi realmente importante para nós…
E afinal em que ficamos?
É difícil manter-se qualquer tipo de relação com alguém que foi tão importante para nós… Mas não pode partir só da nossa parte que dê certo. E eles não podem pensar que só porque quisemos manter contacto com eles que isso significa que basta estalarem os dedos para voltarmos a correr…
Se receberem sms do vosso ex o melhor é falarem com a amiga mais fria e objetiva que tiverem e em conjunto pensarem no assunto com frieza. Se o objetivo é mesmo voltar com ele, talvez seja melhor não ser muito fria (mas tentem saber se é o que ele quer para depois não sofrerem nova desilusão) mas não demonstrem logo interesse porque ele pode querer apenas alguém para aumentar o seu ego. Mas se já não têm qualquer interesse o melhor a fazer é mandar respostas curtas e secas para ele perceber que não estão interessadas em prolongar a conversa…
Parte deles também perceberem as indiretas que mandamos nas nossas mensagens…
segunda-feira, 13 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Dois é bom… Três é demais…
Ontem ao falar com uma amiga
lembrei-me de um esquema que, embora nunca me tenha acontecido, devo admitir
que já recorri mais do que uma vez.
A minha amiga dizia-me que
tinha saído com um rapaz, com quem já queria sair há algum tempo, no entanto ao
chegar ao local combinado ele tinha trazido um amigo… Ela dizia-me que
provavelmente teria levado o amigo devido ao facto de ser tímido e que até se
tinha divertido e que ele parecia finalmente começar a interessar-se…
Eu odeio ser desmancha-prazeres
no entanto sou o tipo de pessoa que não gosta de ver as amigas perderem tempo.
Eu sabia que ia doer no entanto tive de lhe dizer que não me parecia ser o
caso. Se ele tivesse mesmo interesse não levaria um amigo ou então no meio do
encontro “a três” daria sinal ao amigo para se ir embora. Aí veio a desculpa de
“não fazia sentido porque o amigo tinha vindo de boleia com ele…”. Enfim, que
dizer sobre isto?
Eu recordei-lhe algumas
situações que ela já conhecia. Há uns anos ela própria tinha sido a minha “Third
Wheel” para um encontro que não queria que acontecesse e não me tinha
conseguido livrar…
Infelizmente devo admitir que
já recorri a essa estratégia algumas vezes… Não gosto de ser má, principalmente
com rapazes que quero que permaneçam como amigos… Mas a verdade é que alguns
não percebem as indiretas… E quando não os quero magoar nada melhor que levar
alguém connosco para perceberem que não estamos interessadas…
Outra que também já usei foi
apresentar amigas minhas solteiras e que achei que poderiam dar-se bem… Na
realidade são imensos os esquemas que usamos para não magoarmos as outras
pessoas… principalmente se se tratar de amigos ou pessoas que temos em alta
consideração…
Mas porque é que continuamos a
dar desculpas para o que não é desculpável? E porque teimamos em ver sinais
onde eles não existem?
No final, e depois de lhe ter
mostrado outras situações que ela conhecia, teve de admitir que eu tinha razão
e que ele tinha sido apenas simpático sendo que à primeira desculpa acabou por
se ir embora e nem perguntou se ela queria boleia.
Eu acho que por vezes
necessitamos de um banho de realidade… Eu falo por mim… tenho uma amiga que
quando o tema volta para quem não deve me dá um “berro” e manda vir comigo… e
sei que só o faz porque quer o meu bem…
A verdade é que nós vemos o que
queremos ver… E nem sempre a realidade coincide com a ficção que criámos na
nossa cabeça. É preciso ter frieza e não ver sinais onde eles não existem.
Mas uma coisa é certa… Num
encontro, independentemente de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro, dois é
bom… três é demais…
Se gostaste coloca like no
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sábado, 4 de abril de 2015
Quando o coração não obedece à razão…
Em algum momento da nossa vida
algo semelhante acaba por acontecer…
Sabemos que ele não nos faz
bem, que não nos quer de verdade… mas mesmo assim não o conseguimos tirar da
cabeça por mais que queiramos.
Por vezes a vida traz-nos
aventuras que parecem tiradas de um conto de fadas. Tudo aponta para uma
possível história de amor. Daquelas que vão tirar-nos o fôlego…
Começamos a encontra-lo em
todos os cantos da cidade mesmo sem querermos ou que sequer nos apercebamos. O destino
prega-nos então uma partida e coloca-o à distância de um passo, visível todos
os dias… Com o tempo começamos a sonhar com ele e mesmo sem saber o seu nome,
ele acampa no nosso coração…
Mas o tempo passa e a história
não se desenvolve e com o tempo acabamos por perder a fé. E o destino parece
gozar connosco obrigando-nos a encarar todos os dias um possível final feliz
que não vai chegar nunca.
E quando cometemos erros no
passado que no presente nos perseguem? Quando temos alguém que faz tudo por nós
e o deixamos ir por pensar que algo melhor vai aparecer e anos mais tarde ele
reaparece e faz reacender a chama do passado?
Como lidar com a desconfiança?
Como fazer com que a história resulte?
E quando não há possibilidade
de um futuro em comum como nos livramos do que sentimos?
Quando fazemos tudo o que está
ao nosso alcance para nos livrarmos dos sonhos, do que sentimos, como podemos
lidar com a realidade?
Mesmo quando racionalmente
sabemos que temos de nos afastar, de esquecer e avançar existe sempre algo a
puxar-nos para ele… e ninguém parece bom o suficiente para o afastar de vez.
Ninguém consegue entrar no nosso coração e afastá-lo de vez.
Mas será que damos uma
verdadeira oportunidade a quem aparece? Será que não criámos alguém tão
perfeito na nossa cabeça que ninguém corresponde à ideia que temos dele?
E porque é ele tão perfeito se, ao não nos querer, acaba por nos magoar vezes sem conta…?
Quando tudo o que fazemos para
nos afastar acaba por nos lembrar dele a todos os segundos como reagir?
Se a nossa razão nos diz que
temos de distanciar porque o nosso coração não consegue seguir o que o mandamos
fazer?
Infelizmente são perguntas às
quais não tenho respostas… Talvez se virmos algo que destrua a imagem perfeita
que fizemos dele finalmente o coração consiga libertar-se de uma vez por todas
das correntes do seu acampamento e consigamos dar uma oportunidade verdadeira
ao amor.
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